terça-feira, 2 de novembro de 2010

Término



Um fim é sempre triste, não é um recomeço, não é uma curva na estrada, é o final dela.
Ela se sentou em seu sofá e enterrou o rosto entre as mãos, não sabia dizer se tinha feito certo ou não, mas uma coisa que não podia mais era continuar com aquilo. Ele estava furioso, realmente bravo e decepcionado, jogara coisas nas parede, derrubara móveis e gritava com ela. Mas ela não se importava, ele tinha esse direito, como ela também tinha o direito de terminar uma coisa que ela não queria mais.
O pseudo relacionamento de dois anos se findara de maneira amargurada e hostil, e ela dormiu pensando se tinha feito certo ou não. Ele disse que ela não se importava, mas ela sonhou com ele, e acordou pensando nele, e mesmo depois de um dia atarefado tentando se distrair comprando livros, ela não deixou de pensar nele, ela não deixa de pensar nele.
Ela então volta pra sua casa, guarda seus livros e faz seu café. As pessoas em casa perguntam e ela não responde, chamam e ela não atende. O telefone toca e ela não ouve. Ela morreu.

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