segunda-feira, 25 de julho de 2011

on the road

eu juro que não lembro por que estava correndo, mas eu sentia que precisava sair dali. algo iria acontecer e eu não ia ficar pra ver. evitar discussões sempre foi mais facil que enfrenta-las.
eu queria que ele viesse atras de mim e me acalmasse. eu sabia que isso não iria acontecer, mas eu esperava. cansei, sentei. eu sabia que estavam me esperando, me procurando, mas era mais facil apenas sair de lá.
-- não corre mais de mim
é, eu sei que não faço nada certo, as correr é o mais certo que eu posso fazer.
eu não lembro por que estava tão brava, e não lembro o que me fez fugir, lembro de duas garafas de vinho, lembro de lágrimas nos olhos. não, eu não lembro os por ques. mas ao ve-lo ali na minha frente a vontade de sumir sumiu.
-- porra, tu me faz adiantar isso, não era pra ser agora, mas eu preciso que tu entenda que eu te amo -ele disse. e se ajoelhou.
-- era pra ser no dia seis do mes que vem. era pra estarmos num restaurante legal. com um nome legal. eu ia estar arrumado. e tu ia estar de vestido. e eu ia ter alianças, escrito on the road nelas. mas não foi assim.
então ele pegou uma folinha que tinha caido da arvore e disse
--eu só tenho uma folhinha, que é dessa arvore onde eu me ajoelhei pela pimeira e unica vez na frente de uma mulhe pra pedir que ela fique comigo pro resto da vida dela.
ele falava tudo isso olhando pra baixo, mas olhou pra mim e disse;
casa comigo?

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