Adormeceram assim, meio juntos, meio separados, meio felizes
por estarem ao menos ali. Ela acordou e ele lhe deu um beijo de bom dia, ela
acordou e ele lhe deu um bom motivo para viver e ficar, para ser e continuar a
ser e pertencer a ele. Sempre e só a ele.
Espreguiçaram-se e amaram-se e beijaram-se como se os
problemas de ontem fossem problemas de ontem e os únicos problemas de hoje
fossem esquecer aquilo tudo que já foi problema um dia. Ela não entendeu a mudança
súbita, mas por qualquer motivo que fosse, não importava, pois tê-lo de volta
lhe beijando, lambendo e lhe fazendo rir como se ela não fosse uma grande
cometedora de erros, - o que ela sabia que era - era o que importava pra ela
naquele momento mais do que conhecer algum motivo ou razão ou o denominador de
uma fração que já havia sido calculada e resolvida.
Ele lhe fez comida e ela lhe fez massagem, conversaram sobre
banalidades e fizeram cócegas um no outro e riram e saíram e andaram de mãos
dadas, e viveram de mãos dadas, e ela lhe prometeu nunca mais soltar a mão dele,
e ele prometeu nunca mais decepcioná-la.
Ele foi trabalhar, ela foi pra casa, e encontrou algo que a fez entender tudo.
É, eu também te amo.
Ele foi trabalhar, ela foi pra casa, e encontrou algo que a fez entender tudo.
É, eu também te amo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário