quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pra dizer que fico por aqui (parte três)


Adormeceram assim, meio juntos, meio separados, meio felizes por estarem ao menos ali. Ela acordou e ele lhe deu um beijo de bom dia, ela acordou e ele lhe deu um bom motivo para viver e ficar, para ser e continuar a ser e pertencer a ele. Sempre e só a ele.
Espreguiçaram-se e amaram-se e beijaram-se como se os problemas de ontem fossem problemas de ontem e os únicos problemas de hoje fossem esquecer aquilo tudo que já foi problema um dia. Ela não entendeu a mudança súbita, mas por qualquer motivo que fosse, não importava, pois tê-lo de volta lhe beijando, lambendo e lhe fazendo rir como se ela não fosse uma grande cometedora de erros, - o que ela sabia que era - era o que importava pra ela naquele momento mais do que conhecer algum motivo ou razão ou o denominador de uma fração que já havia sido calculada e resolvida.
Ele lhe fez comida e ela lhe fez massagem, conversaram sobre banalidades e fizeram cócegas um no outro e riram e saíram e andaram de mãos dadas, e viveram de mãos dadas, e ela lhe prometeu nunca mais soltar a mão dele, e ele prometeu nunca mais decepcioná-la.

Ele foi trabalhar, ela foi pra casa, e encontrou algo que a fez entender tudo.
É, eu também te amo.

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