quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vilã

Não ha nada que ela possa fazer, o mundo acordou virado e tudo deixou de ser.
É facil andar assim tão livre? tão sem vida quanto tu queria, não? Talvez essas meias não sejam feitas para os seus pés.
Ela busca alguma compreensão em tudo, se joga na primeira emoção que lhe passa pela mente e esquece-se de onde seus pés estão firmados.

-- Posso saber por que, senhorita?
-- Por que o que?
-- O por que de tantas crises.
-- Ainda não entendeu? Essa sou eu, essas crises são eu, e a tua ideia de mim é falsa, burra e mentirosa.
-- Falsas e mentirosas foram tuas palavras.
-- Sim, eu sei, e eu avisei.
-- Sim, tu avisou, meu deus, quanta hipocresia.
-- Não precisa mais se preocupar com a minha hipocresia.

Hipócrita, egoista, falsa, mentirosa, egocentrica, subjetiva. Faltou alguma coisa?
Faltaram muitas coisas, mas seus defeitos não são relevantes, apenas a sua atitude diante deles.
Grande vilã, essa é você.

-- Oh, querida, tão linda é você, por que me faz tanto mal?
-- Oh, meu bem, engula sua poesia e saia da minha frente, seus passos estão sujando a minha varanda.

Sua sombra, sua reflexo, sua imagem, tudo o que ela transpaeceu foi falso e mentiroso, mas o tolo foi tu de ter acredito quando aquele olhos de taurina pareciam dizer eu te amo.
Eles não diziam nada.

2 comentários:

  1. O que eu queria mesmo entender é como uma vegetariana pode ser hábil ingestora de junkie food quaisquer que não seja batata frita (not that junkie anyway)

    Ah, se escreve hipocrIsia, com i.

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  2. uma vegetariana que sim, só come batatas fritas e sorvetes e chocolates, pois não é ovo-lacto-vegetarian, se não morria de fome.
    E tah, errei a palavra, desculpe-me.
    Também escrevi acredito no lugar de acreditaDO, mais alguma coisa?

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